CIRURGIA ROBÓTICA EM CABEÇA E PESCOÇO

Tecnologia
amplia possibilidades.
Experiência faz a diferença

A cirurgia robótica trouxe novas possibilidades para o tratamento de doenças da cabeça e pescoço, especialmente em regiões delicadas e de difícil acesso.

Equipe cirúrgica operando sistema robótico da Vinci

TECNOLOGIA E PRECISÃO

Com visão ampliada em três dimensões e instrumentos capazes de realizar movimentos extremamente precisos, a tecnologia auxilia o cirurgião a trabalhar em espaços pequenos, próximos a estruturas relacionadas à fala, à deglutição e à respiração.

O CIRURGIÃO COMANDA

Mas existe algo fundamental para entender sobre cirurgia robótica: é o cirurgião quem realiza todo o procedimento.

O robô não toma decisões nem executa movimentos sozinho. Ele é uma tecnologia sofisticada, inteiramente comandada pelo médico.

E, justamente por isso, experiência, treinamento e indicação adequada são tão importantes quanto a tecnologia utilizada.

O CIRURGIÃO COMANDA TUDO

O robô executa seus movimentos

Sistema robótico em centro cirúrgico

Apesar do nome, a cirurgia robótica não é uma cirurgia realizada autonomamente por um robô.

Durante todo o procedimento, o cirurgião permanece no comando.

Sentado diante de um console, ele visualiza o campo cirúrgico em três dimensões e controla os instrumentos posicionados junto ao paciente. Os movimentos realizados por suas mãos são reproduzidos pelos braços robóticos com grande precisão e delicadeza.

O sistema também permite movimentos articulados e uma amplitude de movimentação particularmente útil em espaços anatômicos pequenos e de difícil acesso.

Câmeras de alta definição proporcionam imagens tridimensionais e ampliadas do campo operatório. Assim, o cirurgião consegue observar detalhes anatômicos enquanto controla os instrumentos em tempo real.

Em outras palavras: o robô não substitui as mãos do cirurgião. Ele amplia o que elas são capazes de fazer.

Sistema robótico em centro cirúrgico

POR QUE ISSO É ESPECIALMENTE IMPORTANTE NA CABEÇA E PESCOÇO?

Poucos centímetros podem separar estruturas responsáveis por funções muito diferentes

Na região da cabeça e pescoço estão nervos, vasos sanguíneos, músculos e órgãos diretamente relacionados à fala, à deglutição, à respiração e à alimentação.

Além disso, algumas regiões da boca e da garganta são profundas e difíceis de alcançar pelas técnicas cirúrgicas convencionais.

É justamente nesse cenário que determinados recursos da cirurgia robótica podem ser particularmente úteis.

RECURSOS DA TECNOLOGIA

Precisão para trabalhar em espaços delicados

visão tridimensional e ampliada do campo cirúrgico;
grande precisão e delicadeza dos movimentos;
instrumentos articulados capazes de trabalhar em espaços reduzidos;
melhor acesso a determinadas regiões anatômicas;
possibilidade de realizar alguns procedimentos por vias menos invasivas;
redução da necessidade de grandes acessos externos em situações específicas;
maior capacidade de trabalhar ao redor de estruturas delicadas.

Saber quando utilizar a tecnologia - e quando não utilizá-la - também faz parte da experiência do cirurgião.

CIRURGIA ROBÓTICA TRANSORAL · TORS

Em algumas cirurgias, o caminho até a doença pode ser pela própria boca

Uma das principais aplicações da robótica em cabeça e pescoço é a Cirurgia Robótica Transoral, conhecida internacionalmente pela sigla TORS - Transoral Robotic Surgery.

Nesse tipo de procedimento, os instrumentos são introduzidos pela boca, permitindo ao cirurgião alcançar determinadas regiões da garganta sem a necessidade de realizar grandes incisões externas para chegar até elas.

A visão tridimensional ampliada e a mobilidade dos instrumentos facilitam o trabalho em áreas profundas e anatomicamente complexas, como a região das amígdalas e a base da língua.

A TORS pode ser utilizada, por exemplo, no tratamento de determinados tumores da orofaringe, inclusive alguns relacionados ao HPV, sempre após avaliação cuidadosa da indicação.

Orofaringe, HPV e outros tumores de cabeça e pescoço →
Cirurgia robótica transoral — TORS.

COMO É FEITA A CIRURGIA ROBÓTICA?

Uma decisão individual, em quatro momentos

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Tudo começa pela indicação

Diagnóstico, localização e extensão da lesão, exames de imagem, anatomia do paciente, tratamentos anteriores e diferentes possibilidades terapêuticas são considerados para determinar se a tecnologia realmente oferece benefício naquele caso.

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Durante a cirurgia

O paciente é operado sob anestesia geral. O cirurgião controla o sistema robótico por meio de um console, enquanto a equipe permanece junto ao paciente durante todo o procedimento. Na cirurgia robótica transoral, o acesso à região operada é realizado pela boca.

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O procedimento

A cirurgia propriamente dita depende da doença tratada. Quando se trata de um tumor, por exemplo, sua retirada respeita os princípios oncológicos estabelecidos para aquele caso.

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Depois da cirurgia

Tempo de internação, alimentação, deglutição, controle da dor e retorno às atividades variam conforme o procedimento. O acompanhamento pós-cirúrgico é fundamental na personalização do tratamento.

EM QUAIS CASOS A CIRURGIA ROBÓTICA PODE SER UTILIZADA?

Diferentes aplicações, sempre com indicação individualizada

Tumores de orofaringe
Determinados tumores localizados em regiões como as amígdalas e a base da língua podem ser abordados por cirurgia robótica transoral. Isso inclui casos selecionados de tumores relacionados ao HPV.
Lesões benignas selecionadas
Algumas doenças benignas localizadas em regiões anatômicas de difícil acesso também podem ser candidatas à abordagem robótica.
Cirurgias da tireoide
Existem técnicas que permitem acessar a tireoide sem uma incisão visível no pescoço, utilizando uma via transoral.
Outras aplicações em cabeça e pescoço
A tecnologia robótica também pode ser utilizada por diferentes vias e em outras situações específicas dentro da especialidade.

CIRURGIA ROBÓTICA E CÂNCER DE OROFARINGE RELACIONADO AO HPV

Uma das aplicações mais importantes da cirurgia robótica transoral

Nas últimas décadas, os tumores de orofaringe relacionados ao HPV ganharam importância crescente e trouxeram um novo perfil de pacientes para a cirurgia de cabeça e pescoço.

Esses tumores podem atingir regiões como as amígdalas e a base da língua - justamente áreas em que o acesso cirúrgico pode ser complexo.

Em pacientes selecionados, a cirurgia robótica transoral pode permitir o acesso ao tumor pela boca e fazer parte das possibilidades de tratamento.

Mas o planejamento não considera apenas como retirar a doença. Também é necessário avaliar controle oncológico, fala, deglutição, qualidade de vida e eventual necessidade de outros tratamentos.

A escolha entre cirurgia, radioterapia, tratamentos sistêmicos ou diferentes combinações terapêuticas depende das características da doença e de cada paciente.

Saiba mais sobre orofaringe, HPV e outros tumores de cabeça e pescoço →

E A TIREOIDE?

Também é possível operar sem uma cicatriz visível no pescoço?

Em pacientes selecionados, existem acessos que permitem chegar à tireoide pela boca.

A cirurgia convencional da tireoide é realizada por meio de uma incisão na região anterior do pescoço.

Hoje, porém, pacientes cuidadosamente selecionados podem ter a possibilidade de realizar a tireoidectomia por acesso transoral, evitando uma cicatriz externa visível nessa região.

Nesse procedimento, o acesso é realizado por pequenas incisões na parte interna do lábio inferior, entre o lábio e a gengiva. A partir daí, o cirurgião chega à tireoide utilizando técnicas de videocirurgia ou, em determinadas abordagens, cirurgia robótica.

Ilustração da região da tireoide

POR QUE OPERAR POR ESSE CAMINHO?

A principal diferença percebida pelo paciente é a ausência da cicatriz cervical característica da cirurgia convencional da tireoide.

Para algumas pessoas, especialmente aquelas preocupadas com uma marca permanente em uma região tão exposta do corpo, esse pode ser um benefício importante.

Mas a escolha da técnica não deve ser feita apenas pela cicatriz.

Anatomia, tamanho da tireoide, características do nódulo ou tumor, cirurgias anteriores e outros aspectos clínicos precisam ser considerados para determinar se o acesso transoral é adequado para aquele paciente.

A melhor técnica não é necessariamente a que não deixa cicatriz. É aquela que oferece a abordagem mais adequada para cada paciente.

Conheça as diferentes técnicas de cirurgia da tireoide →

QUAIS SÃO OS POSSÍVEIS BENEFÍCIOS DA CIRURGIA ROBÓTICA?

Quando existe indicação adequada, a tecnologia pode oferecer vantagens

acesso a determinadas regiões profundas e de difícil visualização;
visão tridimensional e ampliada;
instrumentos com grande precisão e capacidade de articulação;
possibilidade de abordagens menos invasivas;
redução de incisões externas em alguns procedimentos;
possibilidade de preservar estruturas anatômicas importantes;
potencial benefício para a recuperação funcional em determinados casos.

Esses benefícios não são iguais para todos os procedimentos nem podem ser garantidos individualmente.

CIRURGIA ROBÓTICA É SEMPRE A MELHOR OPÇÃO?

Não. E entender isso é importante

Ter à disposição uma tecnologia mais avançada não significa que ela seja automaticamente a melhor escolha.

Existem situações em que a cirurgia convencional continua sendo a abordagem mais adequada. Em outras, o melhor tratamento pode nem sequer ser cirúrgico.

“Qual é a melhor estratégia para este paciente?”

Só depois dessa avaliação é possível determinar qual técnica oferece o melhor equilíbrio entre tratamento da doença, segurança, preservação de funções e qualidade de vida.

Dr. Renan Lira
Formação específica, treinamento e experiência acompanham a tecnologia.

CIRURGIA ROBÓTICA EXIGE TREINAMENTO ESPECÍFICO

A tecnologia é avançada. A formação do cirurgião também precisa ser

A cirurgia robótica exige formação específica e possui uma curva de aprendizado própria.

Antes de utilizar a tecnologia, o médico precisa ter formação na especialidade cirúrgica correspondente. A partir daí, passa por capacitação específica, treinamento prático e procedimentos supervisionados por profissionais mais experientes.

O Dr. Renan Lira iniciou sua formação específica em cirurgia robótica já em 2014, com cursos e treinamentos realizados na Coreia do Sul e nos Estados Unidos.

A partir dessa formação inicial, construiu uma trajetória de atuação contínua na área, acompanhando a evolução da tecnologia e contribuindo para o desenvolvimento da cirurgia robótica de cabeça e pescoço no Brasil e na América Latina.

Ao longo desse percurso, sua atuação passou a reunir não apenas a realização de procedimentos, mas também ensino, treinamento de outros cirurgiões, participação em congressos e atividades científicas, pesquisa e intercâmbio com centros e especialistas internacionais.

+1.000procedimentos robóticos realizados
115cirurgiões formados
+20 cidadescom atuação como proctor

DE CIRURGIÃO ROBÓTICO A FORMADOR DE CIRURGIÕES

Experiência que também é utilizada para formar outros especialistas

Em 2017, o Dr. Renan Lira passou também a atuar como proctor em cirurgia robótica.

Mas o que isso significa?

Um proctor é um cirurgião com experiência avançada na técnica, qualificado para acompanhar e orientar outros especialistas durante sua formação e na implantação e desenvolvimento de programas de cirurgia robótica.

Além de sua atuação como proctor, o Dr. Renan participa da formação de novos especialistas e atua como professor e instrutor em atividades de treinamento no Brasil e no exterior.

Essa trajetória representa uma evolução natural de sua experiência na área: da formação especializada e realização dos procedimentos à participação na formação de outros cirurgiões e no desenvolvimento da cirurgia robótica de cabeça e pescoço.

Atuação e treinamento em cirurgia robótica

EXPERIÊNCIA CONSTRUÍDA DENTRO E FORA DA SALA CIRÚRGICA

A cirurgia robótica está em permanente evolução

Por isso, além da experiência acumulada em procedimentos, atualização científica, participação em congressos, pesquisa, treinamento internacional e intercâmbio com outros especialistas fazem parte da atuação nessa área.

O Dr. Renan participa regularmente de atividades científicas e de formação relacionadas à cirurgia robótica no Brasil e no exterior, contribuindo para a discussão e disseminação das técnicas dentro da especialidade.

LIMITAÇÕES E RISCOS

A cirurgia robótica continua sendo uma cirurgia e, portanto, envolve riscos

Eles variam de acordo com a doença, a região operada, a extensão do procedimento e as condições clínicas do paciente.

Podem existir riscos relacionados a sangramento, infecção, dor, alterações da deglutição e outras complicações específicas de cada procedimento.

Além disso, características anatômicas ou da própria doença podem fazer com que a técnica robótica não seja indicada.

A avaliação pré-operatória é justamente o momento de discutir benefícios, limitações, alternativas e riscos para cada caso.

COMO É A RECUPERAÇÃO?

Não existe uma única recuperação para “cirurgia robótica”

Ela depende do procedimento realizado.

Em cirurgias transorais, por exemplo, aspectos como alimentação, dor, deglutição, tempo de internação e retorno às atividades dependem da extensão da cirurgia e das características do paciente.

Por isso, as orientações pós-operatórias são individualizadas.

DÚVIDAS FREQUENTES

Informação para decisões melhores

O robô faz a cirurgia sozinho?

Não. Em nenhum momento o robô decide ou realiza movimentos de maneira autônoma. Todo o procedimento é comandado pelo cirurgião.

Onde fica o cirurgião durante a operação?

O cirurgião controla o sistema a partir de um console, de onde visualiza o campo operatório em três dimensões e movimenta os instrumentos robóticos. A equipe cirúrgica permanece junto ao paciente durante todo o procedimento.

O que significa cirurgia robótica transoral?

É uma abordagem na qual os instrumentos chegam à região operada através da boca. Em casos selecionados, isso permite alcançar áreas profundas da garganta sem grandes incisões externas para chegar ao local.

Toda cirurgia robótica de cabeça e pescoço é feita pela boca?

Não. Existem diferentes aplicações e vias de acesso da tecnologia robótica. A técnica utilizada depende da doença, da região a ser operada e das características do paciente.

Todo paciente com câncer de orofaringe pode fazer cirurgia robótica?

Não. A indicação depende da localização e extensão da doença, da anatomia do paciente e das demais possibilidades de tratamento.

Cirurgia robótica deixa cicatriz?

Depende da técnica. Na cirurgia robótica transoral, o acesso principal à região operada é realizado pela boca e não exige uma grande incisão externa para chegar ao tumor. Outros procedimentos eventualmente necessários podem exigir incisões.

A cirurgia robótica é mais segura?

A tecnologia oferece recursos importantes de visualização e precisão, mas segurança não depende apenas do equipamento. Indicação adequada, experiência do cirurgião e da equipe, tipo de procedimento e condições clínicas do paciente também são fundamentais.

A recuperação é mais rápida?

Algumas abordagens minimamente invasivas podem favorecer a recuperação em determinados pacientes. Isso depende, porém, do tipo e da extensão da cirurgia e não deve ser generalizado.

Como saber se sou candidato à cirurgia robótica?

Somente após avaliar o diagnóstico, os exames, a localização e extensão da doença, a anatomia e as diferentes possibilidades de tratamento é possível determinar se a cirurgia robótica oferece benefício para aquele caso.

ENCERRAMENTO

Tecnologia amplia possibilidades. Experiência ajuda a escolher o melhor caminho

Na cirurgia robótica, tão importante quanto dominar a tecnologia é saber quando utilizá-la.

A avaliação especializada permite compreender as diferentes possibilidades de tratamento e definir uma estratégia adequada às características da doença e de cada paciente.

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